Daqui ao Horizonte
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Planetes: um sci fi com pés no chão

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Planetes: um sci fi com pés no chão

Quando se olha para cima não é simples imaginar a quantidade de lixo espacial que flutua sobre nossa atmosfera. Com o aumento de lançamentos de satélites privados e com a crescente obsolescência de objetos em órbita, o número de detritos espaciais é um problema crescente que em breve irá precisar de uma solução.

É fabulando essa solução em um futuro próximo, que Planetes solidifica sua premissa. Ao longo do mangá e anime, acompanhamos um grupo diverso de lixeiros espaciais que trabalham na perigosa e muitas vezes sub-remunerada tarefa de recolherem resíduos obsoletos na órbita Terrestre. A obra, criada pelo mangaka Makoto Yukimura e subsequentemente adaptada para animação pelo estúdio Sunrise, sob a direção de Gorō Taniguchi, traz um estudo da exploração humana em órbita e um olhar sobre como a crescente expansão tecnológica afeta não somente o planeta, mas também todo o seu entorno.

Ao focar sua narrativa na interação cotidiana de trabalhadores diversos e em suas histórias pessoais, Planetes consegue traçar fortes laços entre seus personagens e intrigar o espectador com suas nuances científicas bem desenvolvidas e tonalmente críveis. Uma obra bela e profunda que traz consigo reflexões em níveis pessoais e globais a cada novo episódio.

É nessa exploração ficcional de um futuro prospectado baseado fortemente nos limites científicos da realidade factual, que Daqui ao Horizonte se inspira. Vemos Planetes como uma linha guia na maneira de tratarmos a exploração espacial dentro do nosso próprio universo assim como a forma de interação de seus personagens e seus respectivos laços afetivos também informam algumas das interações entre os cidadãos do nosso mundo.

O amor pelo planeta é o que nos leva a explorar seus arredores, desde que tenhamos sempre em mente que o retorno à Terra mãe seja sempre uma possibilidade no horizonte.

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