- Posted em
- • Personagens
Andarilho e Hasegawa
- Autor
-
-
- Usuário
- Thiago Taves Sobreiro
- Posts by this author
- Posts by this author
-

Estudo de personagens de Eduardo Damasceno
Talvez o membro mais excêntrico da comunidade de Hoelum, Andarilho se mantém praticamente isolado em seu casebre nos arredores do povoado, onde desenvolve seus estudos de biotecnologia, integrando botânica com circuitos elétricos e estabelecendo uma forma própria de gerar e distribuir eletricidade. No passado havia trabalhado como biólogo para a VITRA, um conglomerado de mineração que falsificava análises do solo para mascarar atividades ilegais de extrativismo na Cidade Velha, antiga Belo Horizonte. Ao descobrir que havia participado involuntariamente desse processo de enganação do público, largou tudo para trás e passou anos habitando a zona de exclusão. Ali descobriu em meio a solidão da cidade retomada pela natureza, uma nova forma de interagir com o ambiente que o cerca. Anos depois encontrou Hoelum em sua fundação, durante uma de suas caminhadas pelo vale. Decidiu se instalar, próximo a comunidade descentralizada que lhe chamava a atenção e desde então passou a ser uma espécie de cidadão honorário da mesma. Tem uma forte relação de amizade com X, em quem enxerga um ímpeto de descoberta similar ao próprio e lhe serve como conselheiro e ocasional mentor cientista. Troca sementes e fermentados com os vizinhos e participa ocasionalmente das decisões do povoado. Sua presença sempre atrai olhares curiosos, mas seu generoso coração sempre dita a métrica de suas interações com aqueles que se aproximam.
Outrora um típico salaryman em uma agência de publicidade em Cárdea, Hasegawa vivia uma rotina automática e conformada. Após um encontro casual no elevador do seu prédio, ele se viu subitamente sugado pelo submundo contracultural do Bar Provo onde se formava o embrião da comunidade descentralizada de Hoelum. Imergindo cada vez mais nos ideais subversivos, Hasegawa deixou a cidade para trás para se tornar uma das maiores personalidades dessa comunidade descentralizada de Hoelum. Brincalhão, mecânico habilidoso e por vezes imaturo, nutre enorme afeto pelos vizinhos e por sua família, sendo muitas vezes chamado de “Tio Hase” pelas crianças do local. Pai de Kei e Inácio e companheiro de Iúna, ele passa os dias inventando projetos de diferentes níveis de complexidade em sua garagem que mistura simbioticamente tecnologias de ponta às mais diversas gambiarras. Apesar da aura de bon-vivant, Hasegawa sabe ser sério quando a situação demanda e por vezes é uma referência dos cidadãos quando momentos de crise se alastram. Seu domínio das técnicas e tecnologias o torna uma referência para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura comunitária. Tem uma estreita relação com X, que alterna entre as trocas de mestre e discípula e, após a morte do seu grande amigo Jacques, de pai e filha.