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Iúna e Mirna
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- Thiago Taves Sobreiro
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Estudo de personagem de Pedro Veneroso
Descendente do povo Krenak que habita a região do Rio Doce, Iuná nasceu em microgravidade no caminho de volta da colônia indígena em Europa, lua de Júpiter, até a Terra. Cresceu para se tornar uma jovem embaixadora dos povos originários em Cárdea, nova capital Mineira. Determinada, intransigente, diplomática e particularmente avessa às regras arbitrárias das sociedades centralizadas, cometeu transgressões em prol da defesa do meio-ambiente e da autonomia dos povos descentralizados e estabeleceu fortes laços com um grupo Hortelã, coletivo de ativistas ambientais que partilhavam de sua visão de mundo. Juntos eles fundaram a sociedade descentralizada de Hoelum e foi ali que ela criou raízes e família, se tornando um dos pilares da comunidade. Hoje Iúna detém o respeito e admiração de todos os habitantes e juntamente com seu companheiro Hasegawa e filhos Kei e Inácio, leva uma vida tranquila em meio ao povoado. No entanto, devido ao seu histórico em microgravidade, ela vê sua saúde lentamente se deteriorar ao longo dos anos, o que eventualmente irá lhe levar para longe do lugar que tanto ama, em busca de tratamento.
Afetuosa e aguerrida, Mirna é uma ativista ambiental intempestiva que frequentemente se coloca em situações de risco para lutar por aquilo que acredita. Imprudente e arrojada, seu caminho a levou a ser uma das fundadoras de Hoelum, lugar onde ela finalmente pôde criar raízes e se sentir em casa. Durante a constituição e luta pela independência de Hoelum, Mirna se tornou um importante elo entre os membros da comunidade, promovendo as ações de interesse coletivo e coordenando logística e executivamente projetos comunitários. Sua juventude cheia de luta e riscos a moldou em uma mulher madura e pragmática, sem com isso perder seu ímpeto revolucionário. Sua índole influencia toda uma nova geração a agir de forma mais livre e carregada de propósito. Viúva após seu companheiro Jacques ter sido violentamente assassinado pelas forças policiais da capital centralizada, ela se descobre na posição de mãe solo de X e Y, os quais tenta criar com bastante liberdade e respeito, em meio a uma espécie de família estendida com seus vizinhos imediatos, Hasegawa, Iúna e seus filhos. As intensas dificuldades da maternidade solo por vezes a levam a questionar sua sanidade, mas sua relação com seus filhos é tão intensa que conseguirão enfrentar tudo o que vier juntos.