DAQUI AO HORIZONTE - 1a temporada
PARTE I - Episódios 1 a 4
Domos Artemis, Lua, 2187
Uma revolução decenária está prestes a eclodir. Reunidos em um bar do submundo, os trabalhadores se sublevam contra as condições precárias de trabalho nos complexos minerários lunares e a submissão política do satélite às agendas terrestres. Um deslizamento em uma mina subterrânea que deixou soterrados 12 trabalhadores é o gatilho que faltava para incendiar o rastilho de pólvora. Jacques embarca para a Lua para suprir a falta de mão de obra resultante da Greve Geral que se alastra no satélite, enquanto Ian viaja clandestinamente no mesmo
shuttle. Uma amizade improvável entre um centralizado e um descentralizado pode alterar o futuro do satélite terrestre de modo irremediável.
Cidade Velha, Terra, 2187
Um tremor é sentido a dezenas de quilômetros de distância do seu epicentro, localizado na zona de acesso restrito da Cidade Velha. Seriam atos terroristas do infame grupo Hortelã, como diz a mídia centralizada? Ou esse discurso de massa oculta acontecimentos mais obtusos? Quando Mirna está instalando uma caixa pirata em um poste da capital, Iúna se depara com a ativista. A partir desse encontro, a embaixadora dos Povos do Cerrado aos poucos revela segredos de estado que a prefeita IA preferiria ocultar no ano da tentativa de sua reeleição.
PARTE II - Episódios 5 a 8
Cárdea, Terra, 2190
Hasegawa é um típico
salaryman, inerte perante sua rotina fastidiosa como trabalhador de escritório que dá manutenção em um intrincado servidor que sustenta as atividades de uma agência de publicidade baseada em inteligência artificial. Ao seu lado se esconde um ambiente contracultural provocativo que reúne os tipos mais diversos de indivíduos que sonham com a construção de uma sociedade mais coletiva. Do Bar Provo, notório cabaré contracultural frequentado por Iúna, Mirna e eventualmente Hasegawa, emerge uma multidão que dá seus últimos suspiros na capital, iniciando uma migração em massa para uma zona intocada e fundando, em um vale no Gandarela, a comunidade descentralizada de Hoelum.
Hoelum, Terra, 2193 a 2205
Os primeiros anos desde a fundação de Hoelum não têm sido fáceis, mas a comunidade resiste. Convivendo com um embargo comunicacional imposto por Cárdea, os descentralizados buscam desenvolver sistemas de comunicação mais resilientes. Taxados como terroristas pelos governos e pela mídia centralizada, a comunidade busca seu reconhecimento como estado autônomo, uma condição já conquistada por outros assentamentos da região. X e Kei nasceram com a fundação de Hoelum e são a nova geração que começa a delinear o futuro da comunidade. Uma tentativa de desocupação perpetrada pelas forças policiais de Cárdea une a comunidade, que luta por sua sobrevivência.
PARTE III - Episódios 9 e 10
Hoelum, Terra, 2205 a 2209
A conquista da independência de Hoelum é celebrada pela comunidade, que simultaneamente se enluta pela morte de Jacques, um herói da resistência. Mesmo com o estabelecimento de relações moderadamente diplomáticas com o Estado Centralizado, o cotidiano da comunidade é agitado. Alguns trabalham no desenvolvimento da infraestrutura pública da comunidade, enquanto outros aprofundam o desenvolvimento dos sistemas de telecomunicação que permitirão integrar Hoelum às
alternets (redes alternativas à internet) da região e do mundo. X e Kei amadurecem com o passar do tempo e assumem crescentes responsabilidades na comunidade. Paralelamente, seguem explorando seus arredores enquanto sua relação migra de melhores amigos de infância a um romance tenro e infraordinário.